MENSAGEM ENVIADA COM SUCESSO.
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como dúvida da semana, responderemos no site.
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Dicas
A única coisa que importa é a obra que você está construindo
Enviado por Ambev - 30/09/2011 às 15:30

Este é último texto do Consultório de Carreira, este espaço que utilizamos ao longo de vários meses para estabelecer com você uma conversa sincera sobre vida executiva e sobre carreira em grandes corporações. Então, enquanto o Consultório dá um tempo, separamos uma última reflexão para você:

Não é o celular que você tem, nem com quem você anda, nem quantas músicas esquisitas você tem no seu iPod, nem se tem carro da firma ou não; não é o tablet que você exibe na reunião, nem os nomes que conseguiu contrabandear para dentro da sua agenda, nem com quem você consegue almoçar, nem se está pagando as prestações de uma casa no campo ou na praia; não é o tênis que você comprou naquele outlet em Miami, nem os gestos charmosos que foi aprendendo ao longo da vida, nem a sua pronúncia do inglês, nem a sua calça jeans de grife; não é o carro que você dirige, nem o número de amigos que você arregimentou no Facebook, nem a velocidade com a qual você adapta o seu linguajar aos termos e à prosódia que entram e saem de moda.

Não é nada disso que conta de verdade.

O que conta, no final das contas, a única taxa de sucesso que vale na carreira, o que define você, o que o absolverá ou o condenará de modo sumário diante de qualquer corte, a começar pela sua própria consciência, onde quer que ela more, na hora de julgar a sua trajetória profissional, é uma coisa só: a sua obra. Aquilo que você construiu. Aquilo que você pode, sem sombra de dúvida e sem qualquer risco de estar afanando algo que não lhe pertence, chamar de seu. Os projetos que você bolou e fez virar, os resultados que você erigiu, aquilo que você criou e que vai lhe suplantar no tempo, como uma daquelas marcas indeléveis que tem o poder de contar histórias.

Mas uma obra é mais do que isso. É também as pessoas que você conquistou. É também os afetos que você angariou, o respeito, as boas lembranças, a torcida a seu favor, o que algumas pessoas chamam de reputação, o modo, enfim, como você será lembrado pelos outros — ou pelo menos entre aqueles que importam. Isto é uma obra — os seus feitos e o seu efeito nas pessoas. As paredes que você levantou e as admirações que você arregimentou — ambas as coisas são feitas de rocha sólida. Isso é o que ninguém jamais poderá lhe sonegar. Isso é o que nunca poderão roubar de você, por mais que queiram.
O resto, meu amigo e minha amiga, acredite, é vento. O resto é só espuma. O resto é pó.

Desejamos toda sorte do mundo em sua carreira. Fique de olho na gente. Porque a gente continuará de olho em você.

 

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Ambev
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Por que gente ruim costuma ir mais longe na carreira do que gente boazinha?
Enviado por Ambev - 23/09/2011 às 11:35

Você conhece o tipo. Ele já foi avisado diversas vezes de que precisa melhorar alguns aspectos na sua conduta profissional. Ou é um cara que não responde aos e-mails com agilidade. Ou que não dá feedback condizentemente a seus subordinados. Ou que tem uma postura meio insubordinada, de permanente desafio aos chefes. Ou então é um cara que se atrasa de modo contumaz em seus compromissos. Ou que faz tudo do seu jeito, à revelia dos outros, assumindo muitas vezes posições inegociáveis dentro do escritório. Ou que é brutal no tratamento dos subordinados. Ou que…, bem, você pode pensar num bocado de coisas para cobrir essas reticências.

Apesar de tudo isso, e de essas deficiências serem notórias e públicas, você já percebeu que o sujeito está muito longe de ser demitido. Ou mesmo de ser advertido mais seriamente. Como pode? Você, que é tão menos cheio de arestas, patina na carreira e o sujeito, cheio de espinhos, não para de avançar. Quer saber, só aqui entre nós? Provavelmente ele será promovido, com suas idiossincrasias, antes de você, que é todo certinho, que tem o perfil do funcionário que seu chefe pediu a Deus. Mas por quê? Como assim?

A verdade é que o sujeito que é recorrentemente negligente em determinado aspecto da sua conduta só sobrevive, só pode continuar vivo na carreira, se for muito bom, mas bom demais, em algum outro aspecto. O ponto aqui é que o sujeito só pode se dar ao luxo de ser ruim num aspecto se ele for estupendo em outra função que a companhia considere mais importante. É daí que vem a autoconfiança quase suicida de sujeitos assim, que, ao contrário de você, não estão nem aí para seus eventuais defeitos ou para as críticas que recebem. Afinal, eles já perceberam que suas virtudes parecem compensar todas as arestas, aos olhos da empresa. Ou o cara vende muito bem. Ou tem ideias sensacionais. Ou é um exímio cortador de custos. Ou é querido pelos clientes. Ou tem grande entrada junto aos investidores. Ou é um grande negociador junto aos credores.

A lição que advém daí não é se perder da ética só porque está desempenhando muito bem a sua função. Mas perceber que sua performance, no final das contas, é a maior e melhor garantia de visibilidade e avanço na carreira. Inclusive para se defender dos maus caráteres competentes com os quais você cruzar.

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Viva a metade cheia do copo!
Enviado por Ambev - 16/09/2011 às 11:21

Você sente medo de vez em quando? Ondas de paura, de insegurança — ao olhar para o futuro, ao olhar em volta, ao olhar para você mesmo? Sente o coração apertar, a mente pesar, as mãos ficarem frias? Parabéns, você é um ser humano!

Nenhum ser humano – ainda mais com tudo para ser um tremendo vencedor, como você — gosta de admiti-lo, nem em público nem para si mesmo, mas o medo é um companheiro de todos nós. E o medo, na maioria das vezes, é só a velha e boa ansiedade em ação. E o medo é um companheiro também no sentido de ser uma espécie de amigo – ainda que do tipo que atazana a vida da gente mesmo quando nos está fazendo o bem. Desde que você não se deixe paralisar pelo medo, saiba que ele é um parceiro que tem o poder de livrar a sua cara de muitas frias.

Por tudo isso, saiba que sentir medo não é vergonha para ninguém. Só pode ser corajoso quem sente medo. Sem medo não existe coragem. Assim como não existe glória sem adversidade. Assim como não existe superação sem obstáculo. Não alimente os seus medos. Mas também não tenha medo de senti-los. O medo é um convite a que você cresça, avance, pule da cama ou do sofá com sangue no olho e beba a vida como ela gosta de ser sorvida — como um copo perfeito da bebida que você mais gosta.

Você viverá várias carreiras em sua carreira. Vai experimentar vários começos, fins e recomeços em sua vida. Cada uma dessas trocas de pele será um momento muito propício a que os seus medos — os velhos e os novos — aflorem. Virão em sua trajetória profissional momentos de inevitável ansiedade. Em que as dúvidas e o sentimento de instabilidade aparecerão com mais força. E em que também as certezas — as velhas e as novas — voltarão a piscar no seu radar, dizendo a você “ei, eu sou a sua verdade, você sabe disso, então me assume de uma vez, pô”.

Sempre que você se encontrar diante de uma encruzilhada, lembre-se de que recomeços podem também ser motivo de muita alegria, de frescor, de leveza. Quem nunca sentiu aquela enorme sensação de alívio ao deixar um emprego ou um casamento — mesmo como todas as mortalhas que eventos assim jogam em cima da gente? Um novo começo é também um momento de esperança, de pegar um cardápio novinho em folha para escolher qual será a próxima refeição. Essa riqueza de possibilidades e de oportunidades é uma brisa gostosa lambendo os cabelos da gente.

Então a vida é boa. E a carreira que você tem pela frente é para lá de promissora. A questão é conseguir manter dentro de você um frescor equivalente àquele com que a vida ao redor lhe brinda. A questão é não envelhecer antes do ambiente em volta. Não é difícil. Mas é preciso querer que seja assim. E é preciso romper com a ideia de que o sofrimento é a única saída. Quando percebemos que ele não é um destino certo, e que tudo pode dar muito certo, o medo vai embora.

 

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Como trabalhar com gente que detesta trabalhar?
Enviado por Ambev - 09/09/2011 às 11:00

Você certamente já cruzou com gente assim. Numa reunião interna. Ou frente a um cliente. Ou diante de um fornecedor. Esse tipo de profissional está em toda parte. Trata-se de um tipo de gente altamente enganadora no que se refere ao próprio talento e à vontade de fazer e de aprender. É fato: tem gente desonesta — consigo mesma e com os outros — espalhada pelo mercado de trabalho. Que age assim porque considera que esse é o melhor jeito de agir — e de se defender — no mundo profissional. Note que essa turma nem sempre opera do Lado Sombrio da Força por perversão. Às vezes é por preguiça mesmo. Por lassidão convicta. Por erro estratégico.

É assim: diante dos chefes, patrões e clientes, assumem uma postura sempre no limite mínimo do aceitável. Mas quando elas viram as costas, para tratar com subordinados, fornecedores e parceiros, aí sim, mostram sua verdadeira cara. É gente que faz de tudo para não trabalhar. Então não assumem responsabilidades. Fogem de prazos. Fazem de tudo para não ter compromissos na agenda. Tem alergia a follow ups. Negligenciam tarefas e deadlines o mais que podem. Seu objetivo na vida e na carreira é esse: trabalhar o menos possível. Não carregar nada sobre os ombros, em momento algum. Seu foco não é jamais obter algum resultado. Sua missão é se esconder, se esquivar, não estar nunca na posição de serem cobradas. Jamais, em hipótese alguma, puxam algum problema para a sua conta e tentam resolvê-lo. Nem como favor à empresa nem como regozijo pessoal. Vivem para rebater pedidos, repassar demandas, espanar o que vier pela frente ou de cima para os lados e para baixo.

É claro que com essa postura vão sobrevivendo. Se escudando nos outros, se escondendo no banheiro, se enfiando embaixo da mesa e nas frestas da parede. É claro também que não constroem nada de concreto e de real agindo assim. Se desperdiçam. Vivem de se ausentar, de se poupar, de não entregar e de não se entregar. Então não angariam nada de valor às suas carreiras. No curto prazo, vão disfarçando isso. Como uma máscara a mais. No longo prazo, estarão mortas. De inanição do próprio talento. De frigidez profissional. De suicídio do potencial que tiveram um dia. Ou seja: de tanto se pouparem, aí mesmo é que sumirão do mapa, pela política de esvaziamento total que se auto impuseram. O duro é que no longo prazo estaremos todos mortos, não? Inclusive os bons e justos, os esforçados e os solidários…

É quase bonito observar os profissionais que agem assim. É lindo ver como se desviam dos itens em aberto na pauta de uma reunião. A culpa jamais será deles, pelo que quer que venha a acontecer — porque eles não assumem compromisso algum, jamais dão um passo à frente. E com que energia saem da aparente apatia para espernear quando algum daqueles itens aparenta se encaminhar para pouso em seu colo! Com essa turma, vale a pena ter cuidado. E guardar distância.

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O que fazer quando você não sabe o que fazer?
Enviado por Ambev - 02/09/2011 às 11:00

Sabe aquela frase do escritor Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas: “Quando não se sabe para onde vai, qualquer caminho serve”? Trata-se de uma ideia cunhada anteriormente por Sêneca, pensador romano: “Vento algum é favorável para quem não sabe aonde quer ir”. Tanto aquela frase quanto essa ideia servem para nós, executivos.

Antes de escolher a carreira, antes de decidir sobre a empresa em que gostaria de trabalhar, você precisa descobrir o que quer fazer da vida. Compreender o que lhe encanta, o que lhe faz feliz, que atividade é aquela que lhe faz acordar contente segunda de manhã, ansioso para retomar o trabalho. Isso implica descobrir quem você é, do que você é feito. Parece óbvio mas não é. Ao contrário: trata-se de um dos mais difíceis exercícios que alguém pode se impor — o do autoconhecimento. Mas é um dos mais necessários também.

Ao escolher o seu caminho profissional, não olhe só para fora, para o mercado. Trate de olhar, principalmente, para dentro de você. Pergunte para a sua libido o que, afinal, lhe dá tesão. Trabalhar aqui ou ali, fazer isso ou aquilo. São decisões importantes que precisamos tomar. Assim como permanecer na carreira ou trocar de área, ficar na empresa ou procurar emprego. Somos a toda hora submetidos a esse tipo de dilema. E uma opção não é em si melhor ou pior do que a outra até que você se conheça e saiba o que quer da vida e da carreira. No fundo, o que importa mesmo é o que você deseja, é o que lhe apraz, o que lhe dá prazer e o que vai lhe trazer realização. O resto é secundário. A única coisa que importa, no fim das contas, é acordar todo dia contente por ser quem você é e fazer o que você faz.

 

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