13/01/2011 ÀS 11:43

“Capacidade de resolver problemas” é considerada uma das melhores definições da palavra inteligência. Entretanto, nem toda pessoa inteligente sabe utilizar a essa capacidade de forma objetiva. Já outros, embora não tenham pontuações consideradas altas nos testes de Q.I., conseguem resolver problemas com bastante eficiência. Qual será então o segredo desses mestres resolvedores de problemas? O escritor americano Scott Halford (que você já conheceu aqui) revela o seu em cinco passos, em seu blog na Entrepreneur. Vamos ver?

Antes de revelar os cinco passos, Halford identifica três mitos que ele considera importante explicar para compreender melhor as dicas:

Mito 1: Resolução de problemas e pensamento crítico são a mesma coisa
Fato: Resolução de problemas é uma subdivisão do seu primo maior, o pensamento crítico. Resolução de problemas lida com a questão imediata, enquanto o pensamento crítico é necessário para as questões relacionadas a estratégias de longo prazo.

Mito 2: Bons resolvedores de problemas agem intuitivamente
Fato: Intuição é uma parte importante do processo, mas pesquisas mostram que o resolvedor de problemas mais sistemático tem um melhor retorno com soluções mais precisas e bem sucedidas.

Mito 3: Se você chegar a uma boa solução, você é um bom resolvedor de problemas
Fato: Há cinco passos para uma boa resolução de problemas e você precisa seguir cada um deles para sagrar-se um profissional no assunto.

“Seguir estes cinco passos vai ajudar você a se tornar um mestre resolvedor de problemas”, garante Halford.

1. Identifique: Identificar o problema certo a resolver é frequentemente onde as pessoas tropeçam. Não é tão simples quanto você pode pensar — passe por cima deste passo por sua própria conta. Pense num negócio que tenha problemas de receita. Pode haver algumas centenas de razões para esse problema. Fazer as perguntas certas e ser um bom detetive ajuda a enquadrar o problema com precisão. O bom resolvedor de problemas faz muitas perguntas sobre qual é de fato o problema, em vez de adivinhar e já tomar decisões rápidas.

2. Idealize: Agora que você tem uma lista reduzida do que o problema pode ser, faça um brainstorm sobre todas as possíveis soluções. O melhor brainstorming acontece quando você tem a oportunidade de confrontar ideias. Coloque as pessoas certas na sala e pense no máximo possível de soluções. Este não é o momento de avaliar. O processo psicológico de gerar ideias não é o mesmo para avaliá-las e ambos não podem funcionar ao mesmo tempo. Ambos são processos críticos, mas não desligue a idealização ligando a avaliação.

3. Avalie: Agora sim você avalia as ideias que surgiram na fase de idealização. Avalie primeiramente com base no impacto de cada ideia em direção ao objetivo e, em seguida, com base na complexidade da ideia. Complexidade não é o mesmo que dificuldade. Ao invés disso, ela é determinada por duas coisas: tempo e dinheiro. A ideia pode trazer resultados bem sucedidos no tempo que você tem disponível? E ela cabe no seu orçamento? Pergunte-se pelo tamanho do impacto da ideia. Se você está tentando cortar $10.000 do orçamento e pensa numa ideia que economiza $100, o impacto é relativamente pequeno. Uma com $1.000 se mostra uma solução de mais impacto. Você está em busca de ideias de alto impacto e baixa complexidade.

4. Execute: Este é outro passo que os resolvedores comuns de problemas frequentemente pulam. Não adianta nada chegar a uma grande ideia e depois estragá-la na execução. Todos nós já participamos daquelas reuniões em que as ideias passam pelo brainstorm e são afuniladas até chegar em algumas tarefas possíveis, tudo para sair da reunião e nunca mais saber quando ou como as ideias serão executadas. Infrutífero. Pense num plano para concretizar sua ideia. Você não precisa ser o sujeito que vai executar todo o plano, mas, como um resolvedor de problemas, você tem alguma responsabilidade pela implementação da solução.

5. Re-examine: O passo final é checar o progresso da solução e determinar se ele ainda é o mais apropriado. Haverá momentos em que o problema ainda vai existir, porque a solução não terá sido certa. Mas não jogue a toalha. Volte ao passo número 2 e escolha outra solução para tentar.

Resolução de problemas é uma habilidade que compensa maravilhosamente. Pratique os passos acima de modo que você se torne eficiente neles. Requeira isso das pessoas que trabalham com você. E então execute. Coloque nos funcionários o hábito de sempre chegarem com pelo menos uma solução para cada problema que você identificar. Sem problemas! =)

[Entrepreneur]

06/01/2011 ÀS 12:49

Criatividade é uma qualidade extremamente perseguida pelas empresas em busca do profissional ideal. Basta conferir os requisitos que o pessoal do RH coloca nos anúncios de vagas e provavelmente lá estará a palavrinha mágica. Uma vez dentro da empresa, os profissionais frequentemente escutam o seguinte conselho: “pense fora da caixa!” (do inglês “think outside the box”). Você já ouviu isso? Pois bem, a metáfora — tal como “abrir a cabeça” — sugere pensar além dos limites, ampliar as possibilidades. Sem dúvida agir assim surte resultados, mas, como defende em seu blog na Psycology Today, o professor de psicologia Christopher Peterson, da Universidade de Michigan, para pensar fora da caixa com eficiência, é necessário antes pensar dentro da caixa!

Peterson quer dizer que nos tornamos tão acostumados a pensar que ideias criativas precisam sempre surgir de maneiras novas e emocionantes que frequentemente negligenciamos a utilidade dos paradigmas já estabelecidos. “Cada vez mais eu ouço a expressão [pensar fora da caixa] utilizada como se fosse a única característica definidora da criatividade, o que não é”, comenta o autor. Ele então explica como o pensamento criativo precisa de mais do que apenas novas ideias:

“Muitos dos que pensam seriamente sobre criatividade concordam que ela não implica apenas em novidades (aquelas coisas “fora da caixa”), mas também em utilidade, e, para que seja útil, ela precisa ir acima e além do que já é conhecido (aquilo que está “dentro da caixa”).

Na verdade esta não é uma ideia nova, como aponta o Lifehacker. “Mas não deixa de ser o ponto aqui”, diz o escritor do blog, Adam Dachis. “Trata-se de abraçar o que já foi feito antes, porque é a prática que nos dá a capacidade de construir em cima das ideias antigas para fazer as novas”.

Peterson lembra que “psicólogos que estudam realizações prodigiosas na ciência, música ou arte, falam da regra das 10 mil horas, que significa que, para fazer algo notável em algum campo, a pessoa precisa dedicar 10 mil horas para dominar a disciplina em questão. Pratique, pratique e pratique, sobrevoe, aprecie que muito dessa prática precisa ser feito dentro da caixa”.

Para terminar, uma provocação do Peterson: “como professor, eu quero que meus alunos saibam o que há dentro da caixa (…). Se você nunca se aventurar fora da caixa, você provavelmente não será criativo. Mas se você nunca entrar na caixa, certamente você será estúpido”.

Ok, agora que você já aprendeu que pensar dentro da caixa é um requisito importante para pensar fora dela, pode querer aperfeiçoar ainda mais o processo com essas 11 dicas para pensar fora da caixa (in English), do blog Stepcase Lifehack. Que tal? =)

P.S.: a imagem deste artigo não é aleatória. Ela é uma das origens possíveis da expressão “think outside the box”, porque se trata do “teste dos 9 pontos”, em que se deve ligar todos com apenas quatro linhas. A maioria das pessoas começa desenhando um quadrado (box), o que não resolve o problema.

[Psycology Today, via Lifehacker]

30/12/2010 ÀS 13:00

Ser eficiente é bom. Muito bom. Fazer bem muitas coisas no curto espaço de tempo que você tem pode certamente gerar um senso de conquista, e ele é genuíno. Mas, talvez, simplesmente fazer algumas coisas muito, muito bem, possa fazer você se sentir bem melhor. É o que o viajante Chris Guillebeau escreveu neste artigo para a revista Psychology Today.

Guillebeau conta ter descoberto que a eficiência pode estar sobrevalorizada, e que descobrir uma aventura é na verdade o que sabemos fazer melhor. Claro que, como lembra o Lifehacker (que falou sobre o artigo aqui), “o texto foi escrito sobre viagens, mas é ainda assim é altamente aplicável à sua carreira e vida em geral”. Ótimo! Então vejamos as palavras do Chris.

“Primeiro, pense sobre o que te anima e te desafia. Há alguma coisa que você quis fazer quando era mais jovem, mas decidiu fazer algo ‘mais prático’ ao invés? Se tempo e dinheiro não fossem obstáculos, o que você faria amanhã, na próxima semana, no próximo ano?”

É. Talvez você pense nisso com frequência, mas é possível que nunca tenha parado para meditar sobre o assunto. Claro que o dinheiro é bastante relevante (especialmente nos dias de hoje), o que te impede de simplesmente sair fazendo só o que der na telha. Mas você, entretanto, trabalhar rumo a uma mudança objetiva. Se você quer, por exemplo, mudar de carreira, talvez seja interessante começar a poupar seu dinheiro e construir sua autoestima.

Das duas coisas, poupar dinheiro pode ser a mais simples, uma vez que basta guardar sempre uma parte do salário numa conta no banco até que você tenha o que precisa. Mas construir autoestima também não precisa ser complicado. A maneira mais fácil de fazer isso é se propor tarefas que você não tem certeza que consegue cumprir e cumpri-las. Claro que você deve falhar algumas vezes, mas se continuar tentando vai descobrir que consegue fazer muito mais do que imaginava. O melhor é começar com coisas menores e ir galgando seu caminho até as maiores. E então, quando você chegar lá (com uma poupança decente), será mais fácil promover aquela mudança.

“Ao aprender a promover mudanças, nós criamos a possibilidade de aventurar. Parte da aventura envolve desapegar-se da tentativa de viver a vida mais ideal para, em vez disso, fazer todo o possível para viver a vida mais significativa”, diz Guillebeau no artigo.

[Lifehacker e Psychology Today]

23/12/2010 ÀS 13:00

Às vezes sentimos vontade de realizar algo extraordinário (ou mesmo algo ordinário), mas logo desistimos, por um sentimento de impotência ou por uma sensação de que não temos permissão para fazer aquilo. Você já sentiu algo parecido? Acabou fazendo assim mesmo? Não, né? Ficou arrependido? Talvez; provavelmente. Então pare agora e responda seriamente para si mesmo: “aonde, precisamente, você vai para conseguir permissão para deixar uma marca no universo?” A pergunta é do escritor e blogueiro americano Seth Godin (que, a propósito, você já conheceu aqui).

E então? Sabe a resposta? Bom, para saber melhor, você está convidado a despender 5 minutinhos para refletir sobre o assunto, nas palavras de Godin.

O estado geral de aceitação é ser uma engrenagem. A carreira preferida é seguir o caminho mais desgastado [o mais seguido], ler as instruções, fazer o que lhe dizem para fazer. Assim é mais seguro. Menos responsabilidade. Mais pessoas para colocar a culpa.

Quando alguém aparece e diz “não eu, eu sigo por um caminho diferente”, nós nos acovardamos. Nós não somos organizados para promover e celebrar o desbravador não comprovado. É mais seguro despedaça-los (com suas melhores intenções no coração, claro). Melhor, pensamos, é colocá-los vagarosamente no chão, encorajá-los a tomar um caminho mais seguro, serem realistas, ouvirem isso de nós antes que ouçam do mercado.

Talvez, anos atrás, este fosse um bom conselho. Hoje claramente não o é. Na verdade, é desrespeitoso, desaconselhável e míope. Como ousamos sorrir quando um bravo transformador tropeça? Nossa obrigação hoje não é poupar os sentimentos de nossos colegas de um futuro desapontamento. É criar neles uma expectativa de que certamente farão alguma coisa que importa.

Se você pensa que há uma chance de deixar sau marca, VÁ! Agora. Apresse-se.

Você tem minha permissão. Não que você precise dela…

[Seth Godin]

16/12/2010 ÀS 14:29

Quer ser mais produtivo? Acorde cedo. Esta é uma dica curta e simples, mas pode ser mais polêmica do que você imaginou inicialmente. Para alguns, ela é óbvia. Outros, por serem mais ativos à noite, simplesmente discordam. Mas há pesquisas que comprovam os impactos do hábito de acordar cedo na produtividade. Este hábito simples pode fazer toda a diferença na quantidade (e, por extensão, na qualidade) do seu trabalho. Quando seus olhos passarem pelas próximas palavras, você vai saber por que e receber cinco dicas do blog 99% (aprovadas pelo Lifehacker) para garantir a transição, se necessário.

Uma pessoa que assegura o hábito de acordar cedo como o ingrediente número 1 para ter mais produtividade é a Jocelyn K. Glei, autora do post no 99%. “Quando entrevisto pessoas criativas, frequentemente os pergunto que conselho eles dariam para a próxima geração. Curiosamente, há um hábito incrivelmente importante que praticamente todos eles possuem e que quase nunca é mencionado. Então qual é o ingrediente secreto no regime de produtividade deles? Eles acordam cedo”, diz Glei no blog.

Um levantamento recente descobriu que a maioria das pessoas matutinas são mais ativas e orientadas para os objetivos, sentem-se mais seguras e são mais proativas. Glei acredita que isso faz sentido já que levantar cedo não é exatamente algo que queremos fazer naturalmente, de modo que se fazemos isso regularmente há uma boa chance de estarmos motivados. Enquanto há certamente pessoas que são mais produtivas à noite, a maior parte do mundo trabalha durante o dia, então os matutinos têm uma vantagem sobre os noturnos. Por isso, se você é do tipo noturno e quer se converter, vale tentar as dicas abaixo:

1. Programe uma hora exata para levantar da cama
Se você normalmente levanta às 11h, não é realista tentar passar a acordar abruptamente às 6h. Pense sobre a hora em que você gostaria de passar a se levantar pela manhã e trabalhe até chegar lá. Tente acordar 30 minutos mais cedo a cada semana até que você consiga se ajustar.

2. Remaneje a hora de dormir em sincronia com a hora de levantar
Sete a oito horas de sono é a dose recomendada para a máxima produtividade (com algumas exceções sobre-humanas). Então, se você for se levantar às 6h, é melhor se deitar no máximo às 11h. Se você tentar ir para a cama à meia-noite e se levantar às 5h, eventualmente vai ter problemas…

3. Saia da cama imediatamente
O momento em que você começar a procrastinar — leia-se “aperte o botão soneca” — é muito fácil se convencer de uma série de razões por que você não deveria querer se levantar ainda. Nem mesmo permita que esses pensamentos surjam: simplesmente levante-se!

4. Exponha-se à luz do sol
A luz do sol é a chave para adaptar seu ritmo circadiano. Se você está tendo problemas em levantar, não feche totalmente suas cortinas, para que você tenha alguma luz natural como aviso para acordar. Uma vez de pé, uma curta caminhada (ou corrida) lá fora ajuda a reforçar a mensagem para o seu corpo.

5. Desenvolva uma rotina para a manhã
Quer seja assistir o nascer do sol, preparar uma xícara de chá e ler o jornal, ou caminhar até a cafeteria da esquina para um achocolatado, você tem maior probabilidade de continuar a acordar cedo se desenvolver uma breve rotina que é, em si mesma, uma recompensa.

6. Aguente firme
Perceba ao tentar isto que vai levar algum tempo até que você se adapte a acordar cedo — provavelmente uns 30 dias. Não espere sentir disposição total desde o primeiro dia. Mas se você aguentar firme, acordar cedo tende a se tornar um de seus rituais favoritos.

Por fim, tudo vai se ajustar ao que for melhor para você e para sua situação. Enquanto a maioria das pessoas têm uma vantagem em trabalhar durante o dia, este não é sempre o caso para todo mundo. O blogueiro Adam Dachis, do Lifehacker, por exemplo, diz que tanto faz ser matutino ou noturno, desde que ele não tenha que ser diurno. =D

Ah! Essas dicas aqui sobre como dormir melhor também podem ser úteis. Nada como uma boa noite de sono para acordar cedo sem problemas! ;)

[Lifehacker e 99%]

09/12/2010 ÀS 13:19

Fazer exercícios físicos, alongar-se regularmente, sair para espairecer. Hábitos como esses são fundamentais para cuidar de você e da sua produtividade, mas não adiantam muito se você não dormir bem e durante tempo suficiente, certo? Pois bem. Na verdade, nós esperamos que você nunca tenha tido problemas de sono (e, portanto, que este post não sirva para nada na sua vida). Se bem que gastar uns cinco minutinhos para ler isto agora pode te economizar, sei lá, bilhões de segundos de sono, sem falar em mais energia física e mental, equilíbrio emocional, atenção mais aguçada, disposição extra… ;)

1. Mantenha um planejamento e siga-o religiosamente

Pois é. Se tem uma coisa que te impede de dormir é falta de sono! Então não é boa ideia ter horários desregulados, deitar-se um dia à meia-noite, no dia seguinte às 2h da manhã, no outro às 11h ou acordar às quatro da tarde no domingo. Ora, se você ainda não sabe de quantas horas de sono precisa para se sentir perfeitamente bem durante o dia, faça o teste e descubra (dica: será algo entre 6h e 8h). Em seguida, planeje a melhor hora de dormir e acordar todos os dias. Quero dizer a mesma hora todos os dias, de preferência, mas o importante é não deixar que esses horários variem muito.

2. Adapte seu quarto

Se você quer ter boas noites de sono, é bom que o seu quarto não atrapalhe. Para isso, retire dele objetos que brilhem, se mexam ou façam barulho. Claro, estrelinhas no teto com leves brilhos fosforescentes e o barulho de um bom ventilador podem na verdade ajudar, mas você pegou a ideia. Mantenha o quarto escuro, porque seu relógio biológico é diretamente afetado pela claridade. Aliás, por falar em relógio, se o barulho ou a luz do seu despertador te incomodam, troque-o já! =P

Importante: isso também significa livrar-se da TV! Além de luz e barulho, ela pode te manter acordado por mais tempo do que o ideal. Se você não consegue controlar o dedo nesse controle remoto, mande a TV para a sala de estar, para a cozinha ou para o banheiro, mas tire do seu quarto. =P

3. Separe sua cama só para dormir

Pode parecer besteira, mas se você se acostuma a realizar outras atividades em cima da cama (ok, esta específica que você pensou agora está liberada), essa rotina pode interferir no tempo que você vai demorar para pegar no sono. Trabalhar na cama então está expressamente proibido!

4. Coma direito

Comer feijoada, dobradinha ou aquela fatia extra de pizza antes de dormir é sacanagem com seu organismo. Não faça grandes refeições logo antes de se deitar. Se for jantar, coma algo leve ou faça isso algumas horas antes de ir para a cama.

5. Pratique exercícios físicos

Pode crer. Os exercícios físicos não te dão saúde apenas diretamente, mas também indiretamente, através de belas noites de sono! Tente!

6. Livre-se de estresse e ansiedade

Esta parte é mais complicada, mas ainda é perfeitamente possível. Você só precisa parar de vez em quando para dar uma volta, respirar, alongar, pensar em coisas diferentes (ou não pensar me nada), enfim, conhecer seu corpo e sua mente para saber como mantê-lo equilibrado. Se precisar de ajuda, você sempre pode conversar com amigos, ler posts como este ou este e (veja a seguir) utilizar técnicas de relaxamento. Se tudo falhar, pule para a dica 10.

7. Relaxe

Às vezes tudo o que você precisa para relaxar a mente é relaxar o corpo. Uma boa música clássica num volume extremamente baixo (não escolha aquelas com variações repentinas de volume!) ou um aplicativo no smartphone que reproduza um som relaxante podem ajudar, mas não há nada como uma boa técnica de relaxamento. Uma bem conhecida é relaxar os músculos progressivamente, começando pelos pés e terminando no topo da cabeça. Contrair cada um algumas vezes pode ajudar no processo.

8. Use a técnica da sua avó

Qual? Contar carneirinhos, claro! Se bem que tanto faz se você preferir contar outro bicho. O importante é fazer isso mentalmente. Nada de usar a boca ou abrir os olhos. Só visualize, e pode perder a conta à vontade…

9. Não se preocupe com o sono

Entendeu tudo? Ok, então agora esqueça. No bom sentido! Coloque tudo em prática, claro, mas enquanto estiver colocando as dicas em prática, evite se preocupar com todo o processo. Preocupação, aliás, é a última coisa que você quer ter se precisa dormir. Simplesmente desencane e boa noite! Se você dormir antes de saber se colocou as dicas em prática, tanto melhor! ;)

10. Procure um médico

Pois é. Nem tudo é perfeito. Se você vem tentando há dias e nada disso funcionou, tire férias imediatamente. É o caso de pegar uma licença médica, se necessário. Talvez você tenha algum tipo de desordem médica do sono. Hora de marcar sua consulta…

[Toilet Paper Entrepreneur, Helpguide.org e Discovery Health]

02/12/2010 ÀS 13:13

Você sabia que empreendedores de sucesso como Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg tiram uma “semana do pensamento” todo ano (ou duas vezes ao ano) para recalibrar as ideias? Agora sabe. E se isso funciona para eles, é provável que funcione para você também. Vamos pensar sobre o assunto?

Na verdade, o empreendedor e blogueiro Michael Karnjanaprakorn já pensou, testou e compartilhou sua experiência no blog que mantém. O Lifehacker gostou do texto e nós também. Agora chegou a sua vez de pensar sobre uma semana para pensar. ;)

Algumas semanas atrás eu viajei para Montezuma, Costa Rica, para passar uma semana no Anamaya Resort — a minha “semana do pensamento” — que consistiu em muito ioga, meditação, leitura e comida. Se você ainda não tirou uma semana de folga para refletir sobre seu passado e seu futuro, é algo que eu recomendo enfaticamente. Há até alguns artigos escritos especialmente sobre as “semanas do pensamento” que Bill Gates tira todo ano:

Essencialmente, por muitos anos, Gates saiu em isolamento para sua “semana do pensamento”, até duas vezes ao ano. Família, amigos e empregados da Microsoft foram banidos desse retiro.

Muitas das inovações que evoluíram da Microsoft vieram dessas “semanas do pensamento” que Bill Gates tirava todos os anos. Enquanto eu estive na Costa Rica, refleti sobre meus objetivos e aspirações pessoais, o que me permitiu recomeçar e recarregar através da visão do alto de tudo o que estava acontecendo em minha vida.

Criei uma lista de tarefas da vida, fiz muita pesquisa sobre felicidade (e aprendi que tem a ver com a frequência, não com a qualidade das experiências positivas). Foquei no meu desenvolvimento pessoal (não no desenvolvimento da carreira). Saí para caminhar na floresta. Aprendi como cozinhar comida orgânica. Li 3 livros que eu sempre planejava terminar. Fiz ioga e meditação todos os dias, o que ajudou a limpar minha mente. E sentei por horas para simplesmente observar a beleza ao meu redor durante o nascer do sol.

Foi uma experiência iluminadora que me permitiu tomar uma decisão clara sobre o que eu queria fazer a seguir com minha vida pessoal e com a profissional.

Numa era em que nos conectamos a tudo através de nossos telefones, internet, Facebook, Twitter etc., estamos constantemente sendo interrompidos. Alguns anos atrás eu ouvi uma estatística de que ter um Blackberry era equivalente a fumar dois cigarros de maconha, porque você está sempre sendo interrompido e nunca realmente está “aqui”. Pense sobre isso por um segundo.

Ao desconectar do mundo, o tempo se moveu bem devagar. Eu realmente consegui aproveitar o momento, que nós frequentemente negligenciamos em nossos mundos caóticos. Este é o tempo que vale ser rejubilado, que é mais valioso do que o tempo que voa enquanto você trabalha duro em alguma coisa com a qual “é apaixonado”.

Então, quando você começarem a trabalhar, agitar e apressar suas ideias, dê um passo para trás e pense sobre o poder do tempo de folga. Se o Stefan Sagmeister pode tirar um a cada sete anos para o seu sabático, você pode tirar uma semana todo ano para si mesmo. Como diz Caterina Fake, “trabalhar na coisa certa é provavelmente mais importante do que trabalhar duro”. E, digo, quem não quer passar um tempo na selva da Costa Rica por 10 dias? Isso pode ser a diferença entre se queimar, obter sucesso e maximizar sua felicidade e bem estar pessoais.

[Michael Karnjanaprakorn, via Lifehacker]

25/11/2010 ÀS 12:10

Ninguém é líder por acaso. Todo grande líder tem qualidades que o destacam de seus liderados. Mas, para o blogueiro americano Tony Schwartz, da Harvard Business Review, existem quatro qualidades que todo grande líder precisa ter, mas que poucos deles de fato têm. Vamos saber quais?

“Durante os últimos anos eu trabalhei com uma série de CEOs e executivos sênior para ajudá-los a construir culturas mais engajadas, de alta performance, energizando os funcionários. Pelo caminho, eu descobri quatro capacidades chave que aparecem, em um ou outro grau, nos líderes mais inspiradores que eu já conheci.

1. Grandes líderes reconhecem forças em nós que nós mesmos ainda não enxergamos completamente

Quando eu era um jovem e inseguro jornalista, Ed Kosner, editor da revista Newsweek, me contratou para fazer um trabalho que eu não tinha certeza se conseguiria. Mergulhado em águas profundas, eu não tive escolha senão nadar. Mas eu também sabia que ele não me deixaria afogar. Ele me forneceu confiança quando eu não a tinha e eu confiei em seu julgamento mais do que no meu próprio. É o Efeito Pigmaleão: as expectativas se tornam autorrealizadoras.

Ambas as emoções positivas e negativas se alimentam delas mesmas. Na ausência da confiança de Kosner, eu simplesmente não teria presumido que estava pronto para escrever naquele nível. Porque ele parecia tão certo de que eu estava — ele viu melhor do que eu mesmo como minha ambição e implacabilidade eventualmente me ajudariam a prevalecer — eu gastei pouca energia em preocupação corrosiva e dúvida.

Em vez disso, eu simplesmente investi em me tornar melhor, dia a dia, passo a passo. Porque nós podemos alcançar excelência em quase qualquer coisa que praticarmos com suficientes foco e intenção, eu de fato melhorei, o que alimentou minha própria confiança e satisfação, e minha vontade de continuar ultrapassando meus limites.

2. Em vez de simplesmente tentar tirar mais de nós, grandes líderes procuram entender e atender nossas necessidades

Grandes líderes entendem que a maneira com que eles fazem as pessoas se sentir, entra dia, sai dia, tem uma profunda influência em como as pessoas agem.

Cada um de nós tem um leque de necessidades centrais — físicas, emocionais, mentais e espirituais. Grandes líderes focam em ajudar seus empregados a alcançarem cada uma dessas necessidades, reconhecendo que isso os ajuda a agir melhor e de modo mais sustentável.

3. Grandes líderes aproveitam o tempo para definir claramente com o que o sucesso se parece, e então nos transmitem poder e confiança para descobrir a melhor maneira de alcançá-lo

Uma de nossas necessidades centrais é a auto-expressão. Uma das experiências mais desmoralizantes e infantilizantes no trabalho é se sentir “microgerenciado“.

A função dos líderes não é fazer o trabalho daqueles que lideram, mas sim servir como Chief Energy Officer [trocadilho com Chief Executive Officer] — para nos libertar e abastecer para que possamos trazer o melhor de nós diariamente ao trabalho.

Parte dessa responsabilidade é definir, da maneira mais clara possível, o que é esperado de nós — nossos resultados concretos. Este é um processo despendioso e desafiador, e a maioria dos líderes que conheci fazem muito pouco isso. Quando eles efetivamente o fazem, o próximo passo é sair da frente.

Isso requer confiar que os funcionários vão descobrir por si mesmos a melhor maneira de fazer seus trabalhos, e que, mesmo que eles errem o caminho, aprendem e se fortalecem no processo.

4. O melhor de todos os líderes — uma minúscula fração deles — tem a capacidade de conciliar seus próprios opostos, mais notavelmente vulnerabilidade ao lado de força e confiança balanceada com humildade

Esta capacidade é singularmente poderosa porque todos nós lutamos, estejamos conscientes disso ou não, com a nossa auto-estima. Cada um de nós é vulnerável a crer, a qualquer dado momento, que não somos bons o suficiente.

Grandes líderes não sentem a necessidade de estarem certos, ou de serem perfeitos, porque eles aprenderam a valorizar a si mesmos apesar das deficiências que abertamente reconhecem. Por sua vez, eles levam esse espírito generoso àqueles que lideram.

Quanto mais os líderes nos fazem sentir valorizados, apesar de nossas imperfeições, menos energia gastaremos afirmando, defendendo e restaurando nosso valor, e mais energia teremos disponível para criar mais valor.

Todas as quatro capacidades são baseadas numa única visão abrangente. Grandes líderes reconhecem que a melhor maneira de ter o valor mais alto é dar o valor mais alto.

[HBR]

18/11/2010 ÀS 11:49

Ora, ora.. Justo agora que você se acostumou com a rotina de digitar seus textos, cientistas descobriram que escrever à mão pode ser benéfico para suas capacidades mentais. Mas, ei, a notícia é boa para você que aprendeu a escrever à mão na escola! Para manter a capacidade cognitiva que você conquistou, basta reservar a arte dos seus manuscritos para algumas atividades como listas de tarefas ou de compras. E você ainda pode continuar utilizando o teclado do computador ou a tela do smartphone para os textos maiores, sem problemas.

Digitar é sem dúvida mais eficiente que escrever à mão, mas agora você sabe que descartar o velho hábito por completo pode não ser boa ideia. Usar uma caneta de vez em quando para colocar as ideias no papel pode melhorar a qualidade do seu pensamento e a sua capacidade de aprendizado. Este artigo do Wall Street Journal mostra como a atividade de escrever de próprio punho é importante tanto para o desenvolvimento mental de crianças quanto para a manutenção do nível de atividade mental em adultos.

A ideia é que o ato de escrever à mão demanda uma carga um pouco maior de esforço do seu cérebro em comparação com o ato de digitação, e essa diferença é suficiente para manter sua mente aguçada. Na verdade, se você reservar um tempo a mais para atividades manuscritas como aprender ideogramas chineses, você pode aumentar ainda mais sua cognição, dizem os pesquisadores citados no artigo. Médicos e outros estudos científicos corroboram todas essas explicações. A imagem abaixo, obtida via ressonância magnética, destaca as áreas do cérebro de crianças que aprenderam a escrever à mão, com maior atividade neural em comparação com as crianças que não passaram pelo mesmo aprendizado.

Tudo isso me faz pensar se o ato de escrever na pedra com martelo e prego, por exemplo, ou ao menos em pergaminho, com pincel e tinta, não seriam ainda melhores! Mas talvez não seja necessário exagerar. Uma atividade artística esporádica deve ajudar tanto quanto. E ademais, a boa notícia é que dispositivos eletrônicos como os tablets na verdade estão trazendo de volta um pouco do trabalho (e até mesmo da escrita) manual que os teclados tiraram de nós. =)

[Lifehacker e Wall Street Journal]

11/11/2010 ÀS 12:07

Tenho certeza de que você sabe que o mundo atual, em plena Era da Informação, é uma bagunça de conexões constantes que tentam a todo momento desviar sua atenção do objetivo que deveria estar no foco. As chances disso estar acontecendo com você neste exato momento são grandes. Já não é tão fácil focar toda a sua atenção em algo — ou alguém — por muito tempo. E a consequência disso é que acumulamos mais e mais tarefas a cada dia, mas elas frequentemente somam menos e menos valor real à sua rotina.

É dizendo essas coisas que o blogueiro americano Tony Schwartz inicia seu texto sobre o assunto no blog que mantém na Harvard Business Review (HBR). Schwartz tem seis dicas valiosas para você superar as distrações e, de quebra, turbinar sua produtividade. Vamos a elas?

1. Transforme o sono suficiente em prioridade máxima

Planeje a hora de dormir e comece a desacelerar com pelo menos 45 minutos de antecedência. 98% dos seres humanos precisam de pelo menos 7-8 horas de sono por noite para se sentirem completamente descansados. Somente uma fração de nós consegue dormir essa quantia regularmente, em parte porque nós compramos o mito de que sacrificar uma hora ou duas de sono por noite nos dá uma hora a mais de produtividade. Na verdade, mesmo pequenas quantidades de privação de sono tomam um baita pedágio da nossa capacidade cognitiva, nossa habilidade de pensar criativamente, nossa resiliência emocional, da qualidade do nosso trabalho e até mesmo da velocidade com que o fazemos.

2. Crie uma lista de tarefas

Uma que inclua tudo o que você quer ou precisa fazer, dentro e fora do trabalho — e eu me refiro a todas as coisas, inclusive qualquer problema não resolvido que mereça maior reflexão. Escrever tudo ajuda a tirar essas coisas da sua cabeça, liberando espaço para focar completamente no que mais importa naquele momento.

3. Faça as coisas mais importantes primeiro

Siga essa orientação quando você chegar ao trabalho todas as manhãs, que é quando você tem maior probabilidade de ter maior energia e menos distrações. Decida na noite anterior quais atividades mais merecem sua atenção e então foque nisso por não mais de 90 minutos.

4. Viva como um velocista, não um maratonista

Quando você trabalha continuamente, você na verdade está progressivamente esgotando suas reservas de energia à medida em que o dia passa. Tornar importantes as intermitentes renovações e reabastecimentos faz com que você regularmente preencha seus reservatórios, de modo que você não apenas pode focar completamente em intervalos pelo caminho, mas também manter um alto nível de energia durante o restante do dia.

5. Monitore seu humor

Quando a demanda começa a exceder sua capacidade, um dos sinais mais comuns é um aumento das emoções negativas. Quanto mais nos movemos em direção ao “fight or flight“, mais reativos e impulsivos nos tornamos, e menos reflexivos e responsivos. A primeira coisa a se perguntar é “por que estou me sentindo assim, e o que posso fazer para me sentir melhor?”. Talvez você esteja com fome, cansado, sobrecarregado ou se sentindo ameaçado de alguma maneira. Perceber isso é o primeiro passo. Você não pode mudar o que não percebe.

6. Agende momentos específicos para atividades que você considera importantes, mas não urgentes

Com tanta coisa indo na sua direção a toda hora, é fácil focar o dia todo em tudo o que pareça pressionar mais em cada momento. O que você sacrifica é a oportunidade de se dedicar a trabalhos como escrever, traçar estratégias, pensar criativamente ou cultivar relacionamentos, o que pode requerer mais tempo e energia, mas frequentemente acompanham maiores recompensas de longo prazo.

E isso é tudo. Hora de praticar! Boa semana produtiva para você e até a próxima quinta-feira! o/

[HBR]