
Os norte-americanos ainda enfrentam um período de recessão. Enquanto nos mercados emergentes o que vigora, ainda que sob incômodos riscos de indexação e inflação, é o doce sabor da expansão econômica, os países ricos continuam tentando superar os dias mais difíceis.
Por isso, é fácil para um cidadão americano, por exemplo, resolver adiar suas férias com medo da Lei de Murphy fazer com que elas coincidam com o período em que o chefe resolva fazer corte de pessoal. Imagine só ele receber a notícia enquanto toma uma água de côco geladinha numa praia da Flórida… Nada disso. Provavelmente o sujeito vai preferir contrariar a família e passar esse tempo no escritório, para reforçar sua produtividade e evitar ser a “próxima vítima” das reduções na equipe.
Pois bem, uma pesquisa da Right Management, divisão de recursos humanos da Manpower, apontou que cerca de 65% dos funcionários dos Estados Unidos não tiraram suas férias no ano passado — bem mais do que a metade!
Essa é apenas uma das estatísticas que a revista Forbes compilou, que demonstram quão pouco os americanos estão usando seu tempo de descanso — por motivos muito similares ao que você viu no parágrafo acima — e que Jason Fitzpatrick traz à tona no Lifehacker.
Muitas são as razões. Elas começam nos níveis de demissão recordistas em 2009, numa economia que perdeu mais de 2 milhões e meio de empregos desde o fim de 2007. Os trabalhadores concentram-se em otimizar seus recursos, diante de sua escassez, apertando o cinto para segurar as contas, ao mesmo tempo em que membros da família também lidam com a perda de seus postos de ocupação.
Além disso, tirar férias envolve gastar dinheiro — seja em viagens ou pelo maior tempo livre, afastado do escritório, que impulsiona o consumismo. Por isso, muitos optam por continuar trabalhando quando deveriam estar gozando de sua folga. Muitos decidem “pular” as férias pela (falsa) sensação de que serão considerados mais dedicados ao trabalho.
Só que o “abandono” das férias não acontece apenas com países em crise. Também presenciamos situações similares entre nossos conhecidos e em nossos ambientes de trabalho. E se você pensa assim e, como muitos, se sente culpado em tirar férias, saiba que está na hora de levá-las a sério. É saudável que você concilie sua vida profissional com sua vida pessoal. Com a palavra, os especialistas!
“É uma bobagem achar que desistir de suas férias fará seus colegas perceberem o quanto você é importante”, diz Connie Thanasoulis, especialista em planejamento de carreira no web site de empregos Vault.com. “Use suas férias e deixe que sintam sua falta”. Afinal, você nunca vai conseguir recuperar o tempo que não desfrutou e as memórias únicas que ele poderia ter criado em sua vida.
“As férias são subestimadas”, concorda Joan Kane, psicólogo de Manhattan que atuou como terapeuta por 22 anos. “As pessoas pensam que elas são dispensáveis. Eu acredito que sejam cruciais”. Além dos óbvios benefícios, como reduzir o estresse, recarregar as baterias e descansar, as férias satisfazem uma necessidade profunda de sentir que você está no controle de seu próprio tempo. “Em férias, você não tem que agradar nenhum chefe”, observa Kane. “Você não está sob vigilância constante”.
Esses dias de folga também promovem a criatividade, expandem os horizontes culturais e modelam a cognição, especialmente se for possível conhecer outro país ou cultura. Viajar altera o modo em que operamos no dia a dia, em que enxergamos as nossas próprias crenças e ideias como certas. “Viajar nos dá o sentimento de bem-estar e nos leva a pensar de formas diferentes”, finaliza Kane.
Anotou? Então já pode se preparar para colocar em prática. se suas férias estiverem distantes, não tem problema, que, enquanto isso, você pode conferir algumas maneiras de reabastecer suas energias todos os dias.
[Lifehacker e Forbes 1 e 2]
ele será publicado.